4 de mar. de 2010

Não há título para dores





Ontem chorei.
As lágrimas conseguiram se libertar de mim,
rolaram em meu rosto,externando um rio de dúvidas
que corre dentro de mim.
As palavras fluiram,em meio aos soluços e pausas,
simplesmente fluiram.
Uma voz de raiva, de dor, uma voz frágil, sem cor.
Falei pras paredes,joguei minha raiva, minhas dúvidas,
minha falta de fé, desesperança. Tudo acontece com todo mundo!?
Falei para o teto, meu medo, minha vontade de mudar, de ser livre.
Gritei aos céus: "Não me deixe sozinha, Deus."
Insegurança.

Uma vontade de viver a vida, e uma raiva de coisas não vividas.
Um choro sincero, de uma menina fragil e mal entendida.
Cansei das condenações, de injustiças, de pessoas que falam muito,
mas revelam tão pouco em atitudes.
Também cansei da autocondenação.
Quero ser livre pra mim mesma!!

as lágrimas saíram, mas o que permanece dentro de mim me faz
ser insegura,faz-me ter medo, motiva-me a fé!
Sinto-me num campo de batalha, lutando contra mim, sem armas, sem
força, sem nada. Alguém percebe essa dor??

Aí me vem a bela e fidelíssima companheira, chamada razão; vem com toda a sua delicadeza e sensatez me mostrar que, se eu decidir permanecer e lutar pelo que é bom, conseguirei chegar lá, maaas, pra onde estou indo mesmo??

Preciso de um mapa pra me ajudar!!Há??

...

depois de tudo, acho que pude ouvir, quase ao longe,como um sussurro,
um vento,vindo não sei de onde, nem sua intensidade,nem quando
chega, mas um vento vem em minha direção, pra me fazer sentir
tudo o que preciso, tudo o que quero,o que almejo...
vem pra consolar-me desse choro que me fez melhor
, até hoje.



remanescentes de um coração saturado

1 de mar. de 2010

para Dingre

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Hoje é dia de despedida,poderia estar triste, chorando, pra baixo, mas não,estou feliz. Um sentimento de paz meio que pairou em mim nessa manhã quente dessa ilha.
DINGRE vai embora, vai morar em outra cidade e não tenho a mínima ideia de quando a verei de novo.
Mesmo assim, to feliz. Feliz por ela e por essa amizadeque 'do nada' surgiu; amizade que fluiu naturalmente e que nos fez tão cumplices, tão próximas,tudo em tão pouco tempo,que mesmo essa distancia não irar quebrar essa força, essa necessidade de que temos uma da outra:dos conselhos, palavras amigas, gargalhadas,
sorrisos cumplices, conversas,musicas,textos, enfim.
"Mulheer, você me cativou!"



Vai pra lá e seja feliz, muito feliz, e continue olhando os mundos com esses olhos de quem percebe,captura o essencial do viver, do dia-a-dia, da via láctea ;), de tudo. E quando for preciso, faça como vc mesma disse:Feche os olhos e nos(Isaque e Rê)imagine por perto, de maneira que a saudade seja só um detalhe, seja até bom de se sentir, porque quando formos te visitar, o tempo terá um novo valor pra todos nós...valor esse que vc conhece muito bem. ;)

Em homenagem, segue um dos muitos textos dela que eu simplesmente amo:
-

depois das oito

cecília tinha cabelos longos, era jovem, gostava de escrever. voltava do trabalho, um jornal, e passava por três sinais. cecília era solteira, sozinha, gostava de leite quente. a mãe reclamava da falta de cuidado dela com suas escolhas no vestuário. cecília era bonita, mário também. mário sorria largo, sorria raramente. mário comia batatas cozidas porque a tia lhe empurrava, preferia cenouras. cecília cantava só, vivia só. mário tinha dois ou três amigos.mário gostava de fotografar. cecília teve um artigo seu publicado junto a uma fotografia de mário, cecília não o conhecia. mário não se conhecia - antes eu tivesse feito administração, antes eu tivesse sido ator! cecília não sabia cozinhar - antes tivesse ido morar numa república, mas e o meu espaço? não não, como arroz queimado mesmo. mário usava meias brancas e dirigia um carro que tinha umas duas décadas. cecília gostava de poesia. mário fazia algumas músicas e não as cantava. cecília escrevia muito e ganhava pouco. cecília e mário talvez tivessem sido felizes se fossem um casal. mário ficou nervoso, roubaram sua câmera perto do bosque - com quê vou me sustentar agora? cecília esqueceu as chaves no trabalho, atravessou dois sinais para buscá-las de volta. mário não tem mais emprego então, mário não viu o sinal vermelho. cecília precisava pegar logo as chaves - só mais um sinal! mário atropelou uma mulher. cecília morreu na ambulância. mário faz análise - era linda a mulher do sinal, era
lindo o seu rosto, droga! a mãe de cecília chorou, a chave da casa estava no bolso do casaco usado no velório. mário não faz mais músicas. cecília tem poemas esquecidos. a tia de mário decidiu então agradá-lo com cenouras.
Ingred Sampaio

27 de fev. de 2010

apenas restos

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Nem tudo precisa ser dito,nem tudo precisa ser entendido.
Calar-se nem sempre é sinônimo de fraqueza.
Ocultar-se nem sempre demonstra medo.
No silêncio posso
descobrir as fontes de que preciso pra prosseguir;
sozinho você se enxerga melhor, descobre o que há dentro de
você que,normalmente, torna-se imperceptível ao'estar junto'de alguém.
Não quero a solidão como um estado permanente em minha vida,
não curto o isolamento, mas acredito que todos nós
precisamos daquele, ou daqueles momentos
em que você para e pensa em si e em tudo que está ao seu redor, nos erros
constantes, nos planos incertos, nos sonhos frustados e na felicidade, sim, nessa tão almejada felicidade,que pra mim pode ser conquistada da forma mais simples.
Sozinha eu consigo percerber o quanto sou feliz(mesmo triste),
sim, porque mesmo isolada, tem sempre alguem comigo.
Sempre tem.


remanescentes de mim

26 de fev. de 2010

,

Odeio futilidades.
Simplesmente, odeio.


apenas restos

14 de fev. de 2010

Pois é.

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"Deus não está interessado no que você faz, mas sim em quem você é "

Luciano Subirá

Mudança

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Quero mudar, experimentar coisas novas, novos ares,
Sentir um vento diferente vir de encontro ao meu rosto e levar com ele meu cabelo.
Andar em ruas diferentes, caminhos diferentes,
novos caminhos.
Ter um novo aconchego, refletir em um quarto diferente.
Comer numa outra mesa...sentir o novo.
Fotografar novos cenários. Descobrir o novo belo
Quero a mudança das circunstâncias, do dia-a-dia, quero a mudança que acontece internamente, aquela que só você percebe, as pessoas só se dão conta quando as atitudes
já não são mais as mesmas.
Crer nas promessas, sim. Prometer, não. Fazer, sim....Fazer acontecer.
Ler novos livros e descobrir que existem sim outros mundos,
Ouvir novas músicas e ter a sensação de que a batida do som me levará além do que imagino.
Viver um amor.Novas pessoas.
Conversar novas conversas, com os mesmos amigos.
Olhar o verde e o céu e ter um motivo pra acordar feliz.
Ouvir o chamado de mamãe e saber que não estou sozinha.
Estar convicta da permanência de Deus, afinal ele sempre permanece.
Viajar, conhecer aqueles lugares dos sonhos indescritíveis.
Descobrir; Me redescobrir

10 de fev. de 2010

Calados

-lembra quando tu ficavas triste do meu lado sem conseguir dizer nada??
Só havia silencio e nó na garganta!!
-Lembro!
-O silêncio faz bem!

O ombro amigo vai estar sempre aqui