11 de set. de 2010

''Livre como um Deus''

-
Meus olhos brilham pretos
Meus lábios sem palavras
Meus gestos com timidez
Meus dedos mal pintados
Meu rosto sem segredos


Sorrindo leite em lágrimas



parafraseando o Nandoreis.


e os restos me completam

10 de set. de 2010

.

rabiscos que esperam,

e chegam na hora certa.



restinhos

5 de set. de 2010

Silêncio comum

Há tempos que não deixo meus restos aqui.
Vou deixar um remanescente de alguns meses atrás,
só porque sinto que é importante não deixar esse meu espaço morrer
(mesmo que eu esteja falando só pra mim mesma)



O silencio é gritante,
As palavras fazem uma visita vazia.
Me sinto só.
O vento vem chamar minha atenção distraída,
Tentar me animar, mas só o cabelo se manifesta.
Viajo nas letras das páginas de um livro pra conversar com alguém,
Mas as histórias são longínquas, não fazem mais parte do que vivo.
O mundo é outro, as pessoas não. Continuam as mesmas.
Eu continuo aqui.


22/04/2010 RB



remanescentes

3 de ago. de 2010

Sétimo mês do ano

Depois de uma viagem bem louca pra outro estado
(com o reggae da Neguinha pra animar,)
em um encontro com estudantes de todo o Brasil e
uma semana com uma rotina bem fora do comum, a convivência com sotaques e estilos bem diferentes uns dos outros, vozes e sons que se divertiam nas madrugadas,muitas histórias, filas gigantescas e passeios bem divertidos.A volta pra casa com rostos e corpos cansados. A alegria do abraço da mãe e alívio de voltar a dormir na minha cama.

A busca por novas experiências, a necessidade dos amigos e saideiras com eles. Livros clichês e livros bons, muito bons.
'Cadeira de férias' e a rotina menos virtual e mais real possivel.
O dia que, de uma forma não planejada, tornou-se inesquecível.
Pessoas que me marcaram e que não sabem.
Tardes de sono e música.
Email's e sms's bonitos, fofos.
A aceitação própria e a vontade de viver o que quero viver.
Não mais sobreviver.


Tchau, Julho de 2010, Você foi legal comigo.



remanescentes inesquecíveis

23 de jun. de 2010

Definindo o indefinível

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sou várias interrogações:
uma definição.
feita de vírgulas:
sou interrupção.
criada com exclamações:
sou discrição, mansidão.
Em meio aos travessões:
sou silêncio.
Algumas aspas:
sou eu mesma.
Repleta de reticências:
sou um infinito.
um ponto final?
bem, não tenho um ponto final.


Gramática e vida


remanescentes.

10 de jun. de 2010

Poderia ser resto.

Certas considerações a fazer:

Não, não sou um anjo.

Você pode estar começando muito bem o seu dia: os passarinhos melodiando a manhã ensolarada e de céu azul; um vento frio pra acalmar(algo bem raro nessa cidade quente); disposição para estudar em um dia de aulas relativamente chatas, enfim, começar bem o dia...
até o ônibus parar em um sinal e meus olhos verem uma mulher, quase senhora, agachada num calçada juntando terra (sim, terra!)do chão e comendo, sua primeira,e talvez a única, alimentação do dia.
Eu não consigo, eu fujo, fecho os olhos, olho pro chão,não consigo.
A visível indiferença do olhar não revela o imenso peso do coração, a total raiva do mundo, de mim, de tudo. Talvez seja a atitude mais covarde, mas não é indiferença.
Nas refeições feitas durante esse dia, me vem a cena de volta, eu a vejo ainda, pegando terra e mastigando com muita vontade, sem cara feia, tentando aliviar a fome de mais um dia na sua miserável, necessitada vida.
Pensando bem, foi um péssimo dia.


Poderia ser resto

2 de jun. de 2010

entre aspas

"De mais a mais, eu não queria. Seria preciso forjar climas, insinuar convites, servir vinhos, acender velas, fazer caras. Para talvez ouvir não. A não ser que soprasse tanto vento que velejasse por si. Não velejou. Além disso, sem perceber, eu estava dentro da aprendizagem solitária do não-pedir."
(Caio F. Abreu; vulgo: O cara)




remanescentes