rabiscos que esperam,
e chegam na hora certa.
restinhos
Triturando palavras, expremendo sentimentos, amassando as idéias, espalhando aqui os remanescentes.
10 de set. de 2010
5 de set. de 2010
Silêncio comum
Há tempos que não deixo meus restos aqui.
Vou deixar um remanescente de alguns meses atrás,
só porque sinto que é importante não deixar esse meu espaço morrer
(mesmo que eu esteja falando só pra mim mesma)
O silencio é gritante,
As palavras fazem uma visita vazia.
Me sinto só.
O vento vem chamar minha atenção distraída,
Tentar me animar, mas só o cabelo se manifesta.
Viajo nas letras das páginas de um livro pra conversar com alguém,
Mas as histórias são longínquas, não fazem mais parte do que vivo.
O mundo é outro, as pessoas não. Continuam as mesmas.
Eu continuo aqui.
22/04/2010 RB
remanescentes
Vou deixar um remanescente de alguns meses atrás,
só porque sinto que é importante não deixar esse meu espaço morrer
(mesmo que eu esteja falando só pra mim mesma)
O silencio é gritante,
As palavras fazem uma visita vazia.
Me sinto só.
O vento vem chamar minha atenção distraída,
Tentar me animar, mas só o cabelo se manifesta.
Viajo nas letras das páginas de um livro pra conversar com alguém,
Mas as histórias são longínquas, não fazem mais parte do que vivo.
O mundo é outro, as pessoas não. Continuam as mesmas.
Eu continuo aqui.
22/04/2010 RB
remanescentes
3 de ago. de 2010
Sétimo mês do ano
Depois de uma viagem bem louca pra outro estado
(com o reggae da Neguinha pra animar,)
em um encontro com estudantes de todo o Brasil e
uma semana com uma rotina bem fora do comum, a convivência com sotaques e estilos bem diferentes uns dos outros, vozes e sons que se divertiam nas madrugadas,muitas histórias, filas gigantescas e passeios bem divertidos.A volta pra casa com rostos e corpos cansados. A alegria do abraço da mãe e alívio de voltar a dormir na minha cama.
A busca por novas experiências, a necessidade dos amigos e saideiras com eles. Livros clichês e livros bons, muito bons.
'Cadeira de férias' e a rotina menos virtual e mais real possivel.
O dia que, de uma forma não planejada, tornou-se inesquecível.
Pessoas que me marcaram e que não sabem.
Tardes de sono e música.
Email's e sms's bonitos, fofos.
A aceitação própria e a vontade de viver o que quero viver.
Não mais sobreviver.
Tchau, Julho de 2010, Você foi legal comigo.
remanescentes inesquecíveis
(com o reggae da Neguinha pra animar,)
em um encontro com estudantes de todo o Brasil e
uma semana com uma rotina bem fora do comum, a convivência com sotaques e estilos bem diferentes uns dos outros, vozes e sons que se divertiam nas madrugadas,muitas histórias, filas gigantescas e passeios bem divertidos.A volta pra casa com rostos e corpos cansados. A alegria do abraço da mãe e alívio de voltar a dormir na minha cama.
A busca por novas experiências, a necessidade dos amigos e saideiras com eles. Livros clichês e livros bons, muito bons.
'Cadeira de férias' e a rotina menos virtual e mais real possivel.
O dia que, de uma forma não planejada, tornou-se inesquecível.
Pessoas que me marcaram e que não sabem.
Tardes de sono e música.
Email's e sms's bonitos, fofos.
A aceitação própria e a vontade de viver o que quero viver.
Não mais sobreviver.
Tchau, Julho de 2010, Você foi legal comigo.
remanescentes inesquecíveis
23 de jun. de 2010
Definindo o indefinível
-
sou várias interrogações:
uma definição.
feita de vírgulas:
sou interrupção.
criada com exclamações:
sou discrição, mansidão.
Em meio aos travessões:
sou silêncio.
Algumas aspas:
sou eu mesma.
Repleta de reticências:
sou um infinito.
um ponto final?
bem, não tenho um ponto final.
Gramática e vida
remanescentes.
sou várias interrogações:
uma definição.
feita de vírgulas:
sou interrupção.
criada com exclamações:
sou discrição, mansidão.
Em meio aos travessões:
sou silêncio.
Algumas aspas:
sou eu mesma.
Repleta de reticências:
sou um infinito.
um ponto final?
bem, não tenho um ponto final.
Gramática e vida
remanescentes.
10 de jun. de 2010
Poderia ser resto.
Certas considerações a fazer:
Não, não sou um anjo.
Você pode estar começando muito bem o seu dia: os passarinhos melodiando a manhã ensolarada e de céu azul; um vento frio pra acalmar(algo bem raro nessa cidade quente); disposição para estudar em um dia de aulas relativamente chatas, enfim, começar bem o dia...
até o ônibus parar em um sinal e meus olhos verem uma mulher, quase senhora, agachada num calçada juntando terra (sim, terra!)do chão e comendo, sua primeira,e talvez a única, alimentação do dia.
Eu não consigo, eu fujo, fecho os olhos, olho pro chão,não consigo.
A visível indiferença do olhar não revela o imenso peso do coração, a total raiva do mundo, de mim, de tudo. Talvez seja a atitude mais covarde, mas não é indiferença.
Nas refeições feitas durante esse dia, me vem a cena de volta, eu a vejo ainda, pegando terra e mastigando com muita vontade, sem cara feia, tentando aliviar a fome de mais um dia na sua miserável, necessitada vida.
Pensando bem, foi um péssimo dia.
Poderia ser resto
Não, não sou um anjo.
Você pode estar começando muito bem o seu dia: os passarinhos melodiando a manhã ensolarada e de céu azul; um vento frio pra acalmar(algo bem raro nessa cidade quente); disposição para estudar em um dia de aulas relativamente chatas, enfim, começar bem o dia...
até o ônibus parar em um sinal e meus olhos verem uma mulher, quase senhora, agachada num calçada juntando terra (sim, terra!)do chão e comendo, sua primeira,e talvez a única, alimentação do dia.
Eu não consigo, eu fujo, fecho os olhos, olho pro chão,não consigo.
A visível indiferença do olhar não revela o imenso peso do coração, a total raiva do mundo, de mim, de tudo. Talvez seja a atitude mais covarde, mas não é indiferença.
Nas refeições feitas durante esse dia, me vem a cena de volta, eu a vejo ainda, pegando terra e mastigando com muita vontade, sem cara feia, tentando aliviar a fome de mais um dia na sua miserável, necessitada vida.
Pensando bem, foi um péssimo dia.
Poderia ser resto
2 de jun. de 2010
entre aspas
"De mais a mais, eu não queria. Seria preciso forjar climas, insinuar convites, servir vinhos, acender velas, fazer caras. Para talvez ouvir não. A não ser que soprasse tanto vento que velejasse por si. Não velejou. Além disso, sem perceber, eu estava dentro da aprendizagem solitária do não-pedir."
(Caio F. Abreu; vulgo: O cara)
remanescentes
(Caio F. Abreu; vulgo: O cara)
remanescentes
18 de mai. de 2010
Casulo

Meus olhos se assustam com essa metamorfose.
E essa mente dubia confunde mais, perturba mais, questiona mais.
Já não tenho medo do escuro.
Abri as correntes e meu coração saiu correndo, feito um desavisado,
perdi o controle. Sinto-me viva.
Mas, como uma sirene que alerta, meu cérebro avisa:" Tudo o que você planta, você vai colher".
Já não sou mais a mesma.
Outras letras querem compor o repertório da minha vida. Mas sei que preciso de muito mais que lindas canções,mais que novos ritmos. Tiro o fone do ouvido.
Não escuto minha voz, mas ela grita, ela chama, ela clama...
sinto o mundo cruel.
Minha alma revolucionária pegou o controle, ligou a TV e sentou no sofá. Perdi a vontade.
Mas ainda me resta a Fé; é ela que me mantém, ela me faz ainda acreditar.
Me faz Esperar?? Não mais...
Quero tirar o pé do freio, acelerar e não olhar pro lado, pra não correr o risco de ser tentada a desviar o caminho. Mas, para onde estou indo??Acho que perdi o mapa.
Não sou mais a mesma.
É uma mudança estranha, mas uma mudança real.
Metamorfose.
remanescentes de mim
Assinar:
Postagens (Atom)